quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Aqui estão dicas simples que estão ajudando muitas OSCs a Captar Recursos.


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Mobilização de Recursos:
Quando o assunto são fontes de recursos sempre nos vem à mente “dinheiro”, mas devemos ampliar a nossa visão e falar em mobilização de Recursos que envolve:
  • ·         Dinheiro;
  • ·         Recursos humanos,
  • ·         Recursos materiais.
Contudo, iniciarei abordando a fonte de recurso mais conhecida e mais buscada pelas OSCs, qual seja, a fonte dos Recursos Financeiros.
Evidentemente não tenho a pretensão de esgotar o assunto, mas aponto algumas fontes as quais deverão os Dirigentes estarem atento, pois certamente a composição dessas fontes ajudarão e muito no equilíbrio financeiro das OSCs.

Então vamos a elas-
  • ·         Associados- Aqueles que contribuem mensalmente com a OSC, embora parece obvio conheço entidades que tem um quadro mínimo de associados desperdiçando uma grande oportunidade de terem uma renda mensal;
  • ·         Mantenedores – Aqueles que contribuem mensalmente com a Associação, constato que poucas OSCs buscam essa fonte de renda;

  • ·         Doações-
Código Civil Art. 538. “Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra”. 

Modalidades de Doações:

Com encargos pode ser entendida como um ato de liberalidade acompanhada de incumbência atribuída ao donatário, em favor do doador ou de terceiros, ou no interesse geral, conforme o artigo 553 do Código Civil. Compreende-se doação com encargo, portanto, a doação de uma terra, impondo-se ao donatário a obrigação de construir uma escola, outro exemplo seria o utilizado por Agostinho Alvim em sua obra que é
(...) dou-te tal casa, que não poderá ser usada deste ou daquele modo, não haverá aí, tecnicamente, limitação de poder, embora cerceie o uso da coisa: haverá sim a imposição de uma obrigação negativa ou positiva, que, como obrigação que é, caracteriza o encargo. (Grifos nossos)
Sem encargos- Doação pura: É aquela simples, de plena liberalidade, sem nenhum ônus, motivação, condição, encargo etc. É a mais comum.
  • ·         Editais- Públicos (Adm. Publica)  Privados (Empresas, Fundações privadas)
Para tanto esteja atento a documentação se está em ordem e regular, pois caso contrário não poderá gozar dos benefícios dos editais, já que, uma das exigências dos Editais são a documentação em ordem. 
  • ·         Telemarketing – feito por empresas mediante pagamento ou feito pela própria associação-
Esse é um meio bastante utilizado pelas OSCs, mas, fica o alerta para que a abordagem ao futuro doador não seja “invasiva” ou “apelativa”, recomendo que a OSCs, se contratar uma empresa de Telemarketing, oriente para o tipo de abordagem que quer que chegue ao futuro doador, afinal é o nome de sua OSC que está em jogo.
E se sua equipe for fazer o trabalho de telemarketing a de se ter os mesmos cuidados e pela mesma razão. 
  • ·         Leis de Incentivos Fiscais- Municipal, Estadual, Federal, novamente destaco novamente a importância de a documentação estar em ordem.
  • ·         Empresas- Pesquise as empresas que apoiam a sua causa. Não basta saber que uma empresa apoia uma Causa, precisa saber qual causa ela apoia.
Demonstre ao empresário o ganho social que sua OSC proporciona para a sociedade, diga e comprove o quanto sua OSC é capacitada e faz diferença, nenhum empresário quer atrelar o seu nome e de sua empresa a uma OSC que está fechando suas portas, todos nós gostamos de times vitoriosos. 
  • ·         Eventos- Embora os eventos sejam um dos meios mais comuns de Captação de Recursos Financeiros- Saia da “vala comum”, promova eventos memoráveis, diferentes os quais certamente ficarão na memória de seus participantes.
  • ·         Crowdfunding (financiamento pela multidão, em tradução literal) é uma modalidade de Captação de Recursos onde diversas pessoas podem contribuir com pequenas (ou grandes) quantias de dinheiro no seu projeto, via plataformas via internet, a fim de dar visibilidade ao projeto e a sua OSC. É o conhecido também como financiamento colaborativo. - As plataformas são especializadas nesse tipo de Captação – 
Vantagens:
1.    Sua organização será conhecida por todos aqueles que acessam a plataforma;
2.     A Divulgação do projeto da sua OSC- Mesmo que não se arrecade o valor pretendido podem surgir parcerias pois agora conhecem seu projeto e sua OSC, e você não terá doadores e sim co financiadores da sua causa;

Mas fica a dica- Não pense que só fazendo um filme sobre o seu projeto da sua OSC e colocando na plataforma por si irá arrecadar dinheiro. Faça um planejamento de divulgação entre seus amigos e simpatizantes divulgue sua causa antes mesmo de colocar a campanha na plataforma. Não busque arrecadar quantias vultuosas, comece com projeto pontuais e de pequenos valores, isso irá ajudar a sua OSC a concretizar os projetos e ser conhecida e reconhecida para o apoio a projetos futuros de maior vulto financeiro 
  • ·         Geração própria de renda-  Venda de produtos (ex. mudas de plantas, camisetas, chaveiros etc).
Mais tome cuidado que a comercialização de produtos incide impostos os quais variam de Estado para Estado, antes de sair comercializando os produtos informe-se com seu Contador ou vá ao Posto Fiscal Estadual para não cometer delito fiscal.

O Importante é Diversificar as fontes de recursos

Ideal – 25% Indivíduos
            30% Produtos e serviços
            35% Fontes diversas (Eventos, doações etc)
            10% Captação com os governos (Federal, Estadual, Municipal)

Sucesso a todos.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Mas o que é e por que Pense Grande?


Para Refletir ...

“Pensar grande pode ser querer chegar muito longe. Pode ser dar apenas um passo. Pode ser mudar a sua realidade. Pode ser transformar o mundo. Aprender. Ou ensinar. Grande não mede com exatidão o tamanho do sonho de um jovem brasileiro. Grande não determina o que nós queremos que eles queiram. Grande não quantifica. O que é grande para você”?

Pensar grande é ir além, ser protagonista de suas escolhas, é ter um projeto de vida, é colocar as ideias em prática. Pensar grande é pensar junto, é pensar diferente, é inspirar pessoas de todos os cantos a serem empreendedoras!

Pensar grande é empreender a própria vida, é acreditar no empreendedorismo como um caminho e possibilidade concreta, é idealizar e concretizar seus sonhos. É ser um (a) agente formador (a) e fomentador (a) e assim contribuir para uma cultura empreendedora em nosso país.

É acreditar que é possível e viável resolver os maiores desafios de nossa sociedade, principalmente aqueles com maior impacto social e ambiental, por meio do empreender.


Fonte: Metodologia PENSE GRANDE – página 3 - Fundação Telefônica Vivo


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Os 5 pré-requisitos para caracterização de uma organização do Terceiro Setor.



Numa perspectiva mais ampla, *Rodrigues (1998) assevera ser o Terceiro Setor a sociedade civil que se organiza e busca soluções próprias para suas necessidades e problemas, fora da lógica do Estado e do mercado e ainda cita os cinco pré-requisitos para a caracterização de uma organização do Terceiro Setor adotados na definição estrutural proposta por **Salamon e Anheier (1996):

  • ·         Ser organizada, isto é, ter algum grau de institucionalização;
  • ·         Ser privada, ou seja, institucionalmente separada do governo;
  • ·         Não existir distribuição de lucros;
  • ·         Ser auto governável
  • ·   Por fim ter algum grau de participação voluntária, mesmo que apenas no Conselho Diretor (Rodrigues, 1998). 

* RODRIGUES, Maria Cecília Prates. Demandas sociais vs crise de financiamento: o papel do terceiro setor no Brasil (versão preliminar). Texto para discussão – CEEG, n. 11, Rio de Janeiro: FGV; Ibre, out. 1998. 
 
**SALAMON, Lester; ANHEIER, Helmut. The emerging sector: an overview. Manchester: Manchester University Press, 1996.

Fonte: Revista Direitos humanos e Democracia – página 171

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Quanto mais cedo Você souber o que são Fundos Patrimoniais, melhor desempenho sua OSC terá


Quanto mais cedo Você souber o que são Fundos Patrimoniais, melhor desempenho sua OSC terá
Você dirigente que luta por uma Causa todos os dias, e tem que buscar meios para a Sustentabilidade da sua Organização, e ainda tem que se adequar as novas normas as novas legislações, saiba que você faz a diferença na vida de muita gente, portanto, vamos em frente.
Vamos junto buscar entender o que é Fundo Patrimonial trazido pela lei 13.800/2019.
Apresento abaixo um recorte do importante trabalho desenvolvido pela GIFE e FGV Direito SP, na publicação “Fundos Patrimoniais e Organizações da Sociedade Civil” o qual teve a Coordenação de Aline Gonçalves de Souza, Aline Viotto e Eduardo Pannunzio, e como Autores Augusto Jorge Hirata Raquel Grazzioli Thiago Donnini.
Apesar de os fundos patrimoniais não serem regulados no direito brasileiro até o advento da Lei no 13.800/2019, o país já contava com alguns em funcionamento. Até então, não sendo um conceito jurídico registrado no direito positivo, eram naturais divergências sobre as características e os limites de fundos patrimoniais. Para uma compreensão de como esse conceito, suas bases e suas contradições evoluíram, percorreu-se uma série de autores que trataram do tema.

Em linhas gerais, pode-se dizer que fundos patrimoniais seriam um patrimônio destinado a produzir renda a ser aplicada em um propósito de interesse social previamente determinado.

Um dos precursores na análise jurídica e na instituição concreta de fundos patrimoniais no Brasil, Felipe Linetzky Sotto-Maior (2011, p. 66), define fundos patrimoniais como:

Estruturas que recebem e administram bens e direitos, majoritariamente recursos financeiros, que são investidos com os objetivos de preservar o valor do capital principal na perpetuidade, inclusive contra perdas inflacionárias, e gerar resgates recorrentes e previsíveis para sustentar financeiramente um determinado propósito, uma causa ou uma entidade.


Fundo patrimonial é, nessa e em outras definições, mais função do que estrutura. A constatação é relevante porque permite compreender como há diferentes estruturas capazes de desempenhar adequadamente essa função. A identificação do fundo patrimonial e, por conseguinte, da entidade incumbida de sua gestão depende dos objetivos e das limitações impostas ao uso dos recursos, independentemente da estrutura jurídica escolhida.
Por exemplo, fundos patrimoniais próprios e segregados certamente adotarão estruturas diferentes.

Anna Clements Mannarino (2018, p. 19) cita três espécies de fundos patrimoniais

True endowments,

Quasi-endowments

Endowments –


Os true endowments- São fundos permanentes destinados a gerar receitas para instituições sem fins lucrativos, nos quais o principal não pode ser utilizado e apenas uma parcela das receitas decorrente da sua aplicação pode ser disponibilizada para a instituição a que ele se vincula.
Os quasi-endowments- Não possuem restrições em relação à utilização do valor principal, que pode ser realizada mediante autorização dos órgãos deliberativos do fundo.
Endowments, a utilização do valor total principal deve ocorrer durante um período pré-estabelecido [sic], dado que esses fundos não são voltados para a perpetuidade.
Em que pese haver alguma possibilidade de divergência econômica sobre como manter o valor do principal ao longo do tempo – aplicando diferentes índices de inflação –, é bastante objetivo distinguir as funções de: Preservação absoluta do valor do patrimônio;
• Preservação do patrimônio com a possibilidade de dispêndio em determinadas situações; e
• Aplicação integral do patrimônio em período preestabelecido.

Dessa forma, observa-se que a característica central do fundo patrimonial é a vocação para a perpetuidade. Os chamados term endowments devem ter regulação diversa, uma vez que prescindem dessa característica elementar. Em que pese ser possível emprestar do arcabouço regulatório do true endowment algum dispositivo, é preciso considerar que, sem o objetivo de perenidade, não há um fundo patrimonial propriamente dito.
Fonte: “Fundos Patrimoniais e Organizações da Sociedade Civil - Páginas 20/21
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Marketing para consolidar a marca de uma ONG (OSC)

Inegável é que as entidades do Terceiro Setor também enfrentam certa concorrência, senão pela atividade fim, pela busca de potenciais investidores.

Ocorre que as pesquisas nos últimos anos demonstraram um crescimento intenso do número de organizações não governamentais. Pois bem, neste cenário, construir uma estratégia de marca voltada aos valores, à contribuição da sua entidade para a sociedade, da credibilidade e qualidade é essencial para se destacar a atrair investimento.

Consolidar uma marca trará muitos benefícios à sua entidade e, o mais valioso deles será possibilitar a diferenciação da sua entidade para as pessoas. Sua entidade será conhecida pelo valor que persegue, pela qualidade, transparência etc e terá ampla credibilidade e força na manutenção e expansão de seus relacionamentos.
Opte por organizar a comunicação de sua entidade de forma a consolidar, em uma mensagem única e curta, os valores envolvidos na marca.



#ong #osc #marketing #entidadedoterceirosetor #marca #advogadoespecilaizadoemong 


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Você ainda consegue elaborar um plano de ação para 2020, seguindo esses 5 simples passos.

Passo 1

Elabore e coloque em pratica junto com sua equipe um bom Planejamento Estratégico.

Lembre-se- Um navio não deixa o Porto seguro sem ter uma carta náutica, o Avião não decola sem um plano de voo;

Passo 2

Pense como cuidará da imagem da sua OSC, reflita como irá comunicar as realizações já alcançadas, todos gostam de times vencedores, mostre a importância da sua Causa, da sua Missão, construa uma estratégia para conquistar relacionamentos fortes, e fique atento aos seus Stakeholders (tem os do bem e tem os do mau);

Passo 3

Pense como a sua atuação junto a sua Organização poderá ser mais Eficiente e Eficaz.

Passo 4

Cuide da gestão interna de sua OSC, planeje como irá equilibrar seus gastos com a sua receita.

Nunca dependa de uma única fonte de recursos, pois se ela secar sua OSC certamente fechará as portas e seu sonho cairá por terra;

Passo 5

Use a sua expertise conquistada com anos de trabalho, e faça dela uma fonte de renda, promovendo cursos, consultorias, assessoria, eventos diferenciados ou inéditos (crie datas especiais).

Crie um Calendário de seus eventos, organize bazares, busque parcerias, crie produtos, se possuir um espaço ocioso, alugue-o isso lhe terá uma fonte de renda a mais;

Busque fontes de financiamento, público ou privado, doações, use a as mídias sociais para solicitar apoio (quem não pede, não ganha), crie programas de geração de renda, busque o apoio das fundações nacionais e internacionais.

Elabore um ou alguns excelente (s) projeto (s), a grande reclamação que escuto dos apoiadores é que não se tem bons projetos para serem apoiados, e não se esqueça coloque e sempre mantenha a documentação de sua OSC em ordem.

Reúna sua Equipe e Use e Abuse da Criatividade.

E se você e sua equipe não sabe como fazer, procure ajuda de quem sabe.

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